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black friday 2025 e geração z: o que o consumo jovem revelou sobre o futuro das marcas

5 de dez. de 2025

por Rafaela Varella, Diretora criativa da HAPU

como a geração z transformou a black friday em calendário cultural e o que isso significa para estratégias de marca em 2026

a black friday 2025 confirmou uma mudança que já vinha ganhando força nos últimos anos. a geração z assumiu protagonismo no período não apenas buscando descontos, mas ressignificando esse momento como parte do seu calendário cultural. enquanto outras gerações concentram as compras no natal, a gen z antecipa decisões, organiza desejos e trata a última semana de novembro como uma preparação simbólica e prática para o ano seguinte. essa virada de lógica desloca o foco da compra urgente para a construção de intenção, estilo de vida e planejamento emocional.


dentro desse novo comportamento, ficou claro que a geração z responde melhor a marcas que constroem experiência além da oferta. gamificação, recompensas, acesso limitado, conteúdos participativos e ativações que envolvem comunidade ganharam tração porque criam contexto, pertencimento e sensação de participação. para essa geração, comprar não é simplesmente adquirir um produto, mas integrar uma narrativa que conecta rotina, identidade e afeto. marcas que trataram a black friday como ambiente de descoberta e relacionamento tiveram desempenho superior às que se limitaram ao discurso promocional.


essa perspectiva transforma a black friday em laboratório de inovação. novembro se tornou o mês em que marcas testam mecânicas, aceleram criatividade e observam como o público reage a propostas que vão além do desconto. dinâmicas de jogo, benefícios cumulativos, drops exclusivos e experiências digitais ou físicas que incentivam envolvimento geram valor percebido porque ampliam a ideia de recompensa. o desconto deixa de ser o único atrativo e passa a dividir espaço com experiência, comunidade e reconhecimento simbólico.


os exemplos que marcaram o período reforçam essa lógica. grandes e pequenas marcas exploraram formatos que estimulam participação ativa, desde missões gamificadas até ofertas limitadas por tempo ou quantidade. essas estratégias não só movimentaram tráfego e vendas, como criaram associação cultural. a black friday deixou de ser uma disputa pelo menor preço e se tornou um indicador de coerência estratégica. marcas que construíram contexto ganharam preferência, e marcas que ofereceram apenas preço competiram em um campo onde a gen z não se satisfaz.


o grande insight de 2025 é que a geração z escolhe marcas pela relação, e não apenas pelo benefício imediato. jovens consomem aquilo que faz sentido para suas vidas, que dialoga com seus valores e que funciona tanto nos meses de black friday quanto nos meses em que não há nenhum incentivo comercial evidente. a pergunta para 2026 não é quanto você consegue descontar, mas quanto sua marca consegue significar. relevância cultural supera urgência promocional, e esse é o novo norte para quem deseja permanecer no radar da gen z.


aqui na HAPU, ajudamos marcas a entender e aplicar esses movimentos na prática, construindo estratégias que conectam intenção, comportamento e cultura. se sua marca quer criar valor real para a geração z antes, durante e depois da black friday, fale com a gente. vamos construir presença que não dependa de desconto para fazer sentido.


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