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Geração z, bbb e o poder da comunidade no entretenimento e nas marcas

por Rafaela Varella, Diretora criativa da HAPU

23 de jan. de 2026

Como a lógica de comunidade está transformando consumo, engajamento e estratégias de marketing

O Big Brother Brasil deixou de ser apenas um programa de televisão há muito tempo. Hoje, ele funciona como um grande ecossistema digital, onde torcida, memes, mutirões, cortes nas redes sociais e narrativas coletivas moldam a experiência do público. Essa transformação não é casual: ela reflete diretamente o comportamento da Geração Z e sua forma de se relacionar com entretenimento, mídia e marcas.


Nos últimos anos, o poder da comunidade passou a influenciar não apenas o engajamento em torno do programa, mas também decisões estruturais do próprio formato. Quando a mobilização de grupos específicos começou a tornar os resultados previsíveis, foi necessário recalibrar as regras do jogo. A introdução do voto único por CPF surge como resposta a esse cenário, equilibrando a participação individual e a força coletiva para devolver a imprevisibilidade à narrativa.


Entretenimento como experiência coletiva


Esse movimento diz muito sobre a Gen Z. Trata-se da primeira geração a crescer totalmente imersa no digital, acostumada a comentar em tempo real, reagir em massa, organizar comunidades e criar narrativas compartilhadas. Para esse público, o entretenimento nunca é algo passivo; é uma vivência construída em conjunto, onde a sensação de pertencimento é tão importante quanto o conteúdo em si.


Comunidade gera lealdade e defesa


Quando existe comunidade, existe lealdade, defesa e repertório compartilhado. No caso do reality, a comunidade deixou de ser apenas um termômetro de popularidade e passou a interferir ativamente no rumo do jogo. No mercado, o efeito é semelhante: marcas que entendem e constroem comunidades sólidas criam relações mais duradouras e menos dependentes de estímulos pontuais. A Geração Z não se conecta apenas com produtos, mas com espaços onde sente continuidade, linguagem própria e conexão real.


O consumo relacional


Esse comportamento revela uma mudança profunda nos padrões de consumo. Experiências coletivas, códigos compartilhados e narrativas construídas em conjunto passaram a ter muito mais valor do que mensagens publicitárias tradicionais. O consumo deixa de ser estritamente transacional para se tornar relacional: quem faz parte da comunidade não apenas consome, mas defende, compartilha e amplifica. Se até um formato consolidado de TV precisou se reinventar para acompanhar esses padrões, o mesmo vale para as marcas.



sobre a HAPU

a HAPU é uma agência de comunicação full-service especializada em geração z, público jovem e novas gerações. através da nossa metodologia Z2Z, transformamos comportamento, cultura e inteligência geracional em estratégia para marcas que querem construir relevância com os novos consumidores.

atuamos com branding, conteúdo e social media, marketing de influência, relações públicas, live marketing e brand experience, além de consultoria e inteligência cultural.

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