
10 de jul. de 2026
por Rafaela Varella, Diretora criativa da HAPU
presença, escuta e participação como base da comunicação geracional
ir além da observação
falar com a geração z exige mais do que observar comportamentos de longe, transformar tudo em tendência e depois criar uma campanha tentando parecer jovem. exige presença, escuta e troca. compreender o que move essa geração significa participar de forma ativa, não apenas analisar de fora.
contexto e repertório
uma comunicação relevante nasce quando a marca se aproxima da cultura com contexto. isso envolve entender códigos, repertórios, conflitos, rituais, referências e formas de consumo que atravessam essa geração. não como quem registra números ou tendências, mas como quem participa da conversa e percebe nuances que não aparecem em relatórios.
a metáfora do barzinho
não é sobre assistir a geração z de uma sala de reunião. é sobre sentar em uma mesa de plástico, em um barzinho, e absorver o que está sendo dito: as piadas, as tensões, os desejos, os incômodos e os códigos que circulam naturalmente. observar a cultura em ação é o que permite construir comunicação que realmente ressoa.
o papel da HAPU
na hapu, a construção de território parte dessa convivência com a cultura. pesquisamos, escutamos, trocamos, conversamos, observamos e criamos junto com quem vive esses códigos diariamente. a comunicação geracional não se sustenta quando a marca tenta parecer parte de algo; ela se sustenta quando existe contexto real para participar.
percepção e autenticidade
a geração z percebe imediatamente quando uma marca apenas tenta entrar na conversa. da mesma forma, reconhece quando há escuta genuína, repertório e intenção por trás da comunicação. entender isso é essencial para marcas que querem dialogar com relevância e consistência.