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por que a geração z está priorizando o presente e o que isso muda no comportamento de consumo?

23 de mar. de 2026

por Rafaela Varella, Diretora criativa da HAPU

o crescimento das experiências ao vivo e o novo comportamento de consumo da geração z no tempo presente

quando o “quem sabe algum dia” deixa de fazer sentido


por muito tempo, a lógica de comportamento foi baseada em uma promessa de futuro. estudar agora, trabalhar agora, se esforçar agora para, em algum momento, aproveitar. essa construção fazia sentido em um cenário mais previsível, onde o futuro era visto como continuidade. para a geração z, essa lógica perdeu força. crescer em meio a uma pandemia global, crises econômicas, instabilidade climática e transformações sociais constantes alterou profundamente a percepção de tempo e planejamento. o futuro deixou de ser uma garantia e passou a ser uma incerteza. nesse contexto, o presente ganha outro valor dentro do comportamento de consumo e da cultura digital.


os esperançosos e a valorização do presente


é nesse cenário que emerge um novo perfil comportamental dentro da geração z. os esperançosos. não se trata de uma visão ingênua ou otimista do mundo, mas de uma adaptação prática à instabilidade. essa geração não deixa de desejar o futuro, mas deixa de adiar o bem-estar para um momento distante. pequenas conquistas, experiências e decisões passam a ser valorizadas como formas reais de viver melhor no agora. diferente de movimentos mais superficiais de consumo imediato, esse comportamento está conectado à construção de significado no presente. é uma forma de reorganizar prioridades diante de um cenário onde o longo prazo parece cada vez mais imprevisível.


experiências ao vivo como resposta cultural


essa mudança de mentalidade se traduz de forma clara no crescimento do investimento em experiências ao vivo. festivais, shows, eventos presenciais e encontros offline voltam a ocupar um lugar central dentro da cultura contemporânea. esses momentos não são apenas entretenimento. são formas de criar memória, reforçar pertencimento e construir experiências compartilhadas. em um ambiente digital saturado, onde grande parte das interações acontece por meio de telas, a vivência presencial ganha uma nova camada de valor. estar junto, sentir algo coletivo e participar de um momento único se torna uma forma de afirmar presença em um mundo instável.


presença, pertencimento e construção de memória


para a geração z, viver experiências não é apenas uma escolha de lazer. é uma forma de construir identidade e pertencimento. esses momentos funcionam como marcos dentro da rotina, criando lembranças que não dependem de algoritmos ou timelines. são experiências que permanecem. nesse contexto, o consumo deixa de ser apenas transacional e passa a ser simbólico. participar de um festival, ir a um show ou viver uma ativação de marca relevante significa fazer parte de algo maior, de um momento coletivo que será lembrado e compartilhado.


o papel das marcas na cultura do agora


quando as marcas entendem esse movimento, elas deixam de apenas aparecer nesses espaços e passam a fazer parte da experiência. não se trata apenas de patrocinar eventos ou ativar presença visual. trata se de construir experiências que façam sentido dentro da cultura e que contribuam para a vivência do público. marcas relevantes nesse contexto são aquelas que entendem comportamento, contexto e timing. são marcas que conseguem transformar presença em participação real, criando pontos de contato que ampliam a experiência em vez de interrompê la.


quando estratégia vira experiência


um exemplo desse movimento é a Expresso Youcom, desenvolvida com a HAPU no Lollapalooza Brasil. a proposta foi expandir a experiência do festival para além do palco, criando um meet and greeting fora do evento com a Sabrina Carpenter. a ativação transformou a expectativa do show em um encontro compartilhável, com brindes e registros físicos que materializavam aquele momento. mais do que uma ação pontual, a experiência foi construída a partir de uma leitura cultural sobre o valor do agora, da memória e do pertencimento para a geração z.


entender que a geração z está priorizando o presente não é apenas uma observação comportamental. é uma diretriz estratégica para marcas que querem se manter relevantes. em um cenário onde o futuro é incerto, as marcas que conseguem criar experiências significativas no agora constroem conexões mais profundas e duradouras.


na hapu, transformamos leitura de comportamento em estratégia cultural e experiências que conectam pessoas e marcas no tempo presente. se a sua marca quer construir um presente frezh com a geração Z entre em contato com a gente.

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