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por que a geração z fala assim

19 de dez. de 2025

por Rafaela Varella, Diretora criativa da HAPU

dialeto digital, abreviações e o novo jeito de se comunicar online

entender como a geração z se comunica é entender como a primeira geração nativa digital se relaciona com o mundo. abreviar palavras, cortar vogais, reduzir frases ao mínimo possível e criar códigos próprios não é desleixo nem falta de vocabulário. é adaptação. a linguagem da gen z nasce de um ambiente hiperconectado, acelerado e saturado de informação, onde comunicar rápido é quase uma questão de sobrevivência.


abreviar palavras sempre fez parte da vida online. desde os tempos de chats e sms, reduzir texto era uma forma de economizar tempo, caracteres e atenção. a diferença é que, enquanto gerações anteriores popularizaram códigos como rs ou fds, a geração z levou essa lógica ao extremo. até o “sim” virou “s”. não por preguiça, mas porque a comunicação passou a funcionar em outra velocidade.


comunicação rápida em um mundo hiperconectado


a forma como a geração z escreve reflete diretamente o cenário em que ela cresceu. feeds infinitos, notificações constantes, vídeos curtos e mensagens instantâneas moldaram um comportamento onde o consumo de informação precisa ser ágil. nesse contexto, a linguagem acompanha o ritmo do feed. frases longas perdem espaço. abreviações ganham força. tudo precisa acontecer rápido, inclusive a conversa.


na era dos vídeos curtos e das respostas imediatas, escrever menos significa responder mais rápido. a comunicação se torna quase intuitiva, mais próxima da fala do que da escrita formal. o importante não é a norma culta, mas a eficiência da troca. quem entende, responde. quem não entende, fica de fora.


linguagem como identidade e pertencimento


além da agilidade, o dialeto da geração z também cumpre um papel social. assim como qualquer linguagem ou dialeto específico de um grupo, as abreviações criam senso de pertencimento. falar desse jeito é sinal de identidade, de reconhecimento mútuo e de conexão cultural. é uma forma de dizer “eu faço parte disso”.


usar o dialeto gen z não é apenas uma escolha estética. é uma forma de se posicionar dentro do zeitgeist cultural. quem domina esses códigos demonstra estar conectado ao agora, às plataformas e às dinâmicas que moldam o comportamento digital contemporâneo. por isso, para quem observa de fora, a linguagem pode parecer indecifrável. mas para quem vive dentro desse ecossistema, ela é natural.


o impacto disso na comunicação das marcas


para marcas que querem se conectar com a geração z, entender essa lógica é essencial. não se trata de copiar gírias ou forçar uma linguagem jovem, mas de compreender o contexto em que essa comunicação acontece. falar com a gen z exige clareza, agilidade e autenticidade. mensagens longas, rígidas ou excessivamente formais tendem a ser ignoradas.


a linguagem da geração z mostra que comunicar bem hoje é saber adaptar forma e conteúdo ao ambiente digital. é respeitar o tempo de quem consome, entender os códigos culturais e participar da conversa sem parecer deslocado. mais do que nunca, comunicar é criar vínculo. e vínculo só acontece quando existe entendimento real do comportamento.


entender a geração z é entender o presente


o jeitinho da geração z de se comunicar é resultado direto de uma vida cronicamente online. compreender esse comportamento não é apenas uma curiosidade sociocultural. é uma ferramenta estratégica para marcas, criadores e empresas que querem relevância no presente e no futuro.


na HAPU, analisamos padrões de comportamento, consumo e linguagem para traduzir códigos culturais em estratégia. somos uma agência especializada em marketing geracional, conectando marcas com a geração z a partir de contexto, verdade e entendimento profundo do agora. se sua marca precisa se comunicar com quem dita o ritmo da cultura digital, a conversa começa aqui.


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