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tudo vira acessório de moda para a geração z

12 de dez. de 2025

por Rafaela Varella, Diretora criativa da HAPU

como a estética transformou objetos do dia a dia em códigos de identidade, consumo e pertencimento cultural

nos últimos anos, a geração z vem transformando objetos comuns em parte ativa da construção de identidade. itens que antes existiam apenas para cumprir uma função prática passaram a operar como códigos visuais que comunicam estilo, valores e pertencimento. para essa geração, consumir deixou de ser apenas uma decisão utilitária e passou a ser também uma forma de linguagem. não basta que um produto funcione bem. ele precisa dialogar com uma estética, reforçar uma narrativa pessoal e se encaixar na comunidade que aquele indivíduo escolhe performar no digital e no offline.


esse movimento explica por que tantas categorias migraram para o território da expressão. objetos de uso diário como fones de ouvido, cases de celular, garrafas de água, itens de autocuidado e acessórios funcionais aparecem com frequência nos conteúdos da geração z porque atuam como sinais identitários. cada escolha carrega um repertório de significados que comunica estilo de vida, posicionamento estético e alinhamento cultural. o consumo passa a ser orientado por visibilidade e coerência narrativa, não apenas por necessidade.


a estética, nesse contexto, não é superficial. ela organiza a forma como a geração z se reconhece e é reconhecida. personalizar virou uma extensão natural desse processo. garrafas reutilizáveis cobertas de stickers deixam de ser apenas sustentáveis e passam a ser superfícies de expressão. o objeto ganha camadas de sentido conforme o usuário intervém, adiciona referências e constrói uma identidade visual própria. o mesmo acontece com produtos como crocs, que operam como sistemas abertos de personalização. os jibbitz permitem adaptar humor, estética e tribo, fazendo com que o produto só se complete quando o consumidor participa ativamente da criação.


quando tudo pode virar acessório, o consumo se afasta da lógica de função e preço e se aproxima da lógica de significado. produtos passam a competir pela capacidade de carregar identidade, permitir customização e funcionar como extensão visual do indivíduo. marcas que entendem esse deslocamento constroem relevância cultural porque acompanham a forma como a geração z se expressa no cotidiano, no conteúdo e na comunidade. já marcas que permanecem presas a uma visão puramente funcional tendem a perder espaço em um cenário onde estilo e narrativa são parte central da decisão de compra.


olhando para 2026, o desafio não está em lançar mais produtos, mas em criar sistemas de expressão. a geração z espera que marcas ofereçam possibilidades de personalização, diálogo com a cultura e espaço para participação. quando objetos passam a operar como linguagem, a pergunta que fica é simples e estratégica: o que a sua marca oferece além da utilidade do produto?


na HAPU, analisamos esses movimentos como padrões de comportamento e traduzimos cultura em estratégia. ajudamos marcas a entender como estética, consumo e identidade se conectam na geração z, criando posicionamentos que fazem sentido na prática e permanecem relevantes no tempo. se a sua marca quer acompanhar essa transformação e construir presença cultural real, é só chamar a HAPU.


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