Como a geração z está mudando o k-pop e o que isso revela sobre a próxima cultura pop

por Rafaela Varella, Diretora criativa da HAPU
Aug 21, 2026
De idols a creators, uma nova geração começa a levar a lógica da cultura digital para dentro de uma das indústrias culturais mais estruturadas do mundo
Do idol ao creator, a indústria cultural presencia uma mutação irreversível. Se o K-Pop foi pioneiro ao estruturar a música como um ecossistema completo de som, estética, narrativa e fandom, a Geração Z desloca essa lógica para um novo patamar. Grupos como o CORTIS, apresentados desde a estreia como uma "young creator crew", colocam a autoria criativa e a experimentação no centro da identidade artística. Aqui, música, moda, vídeo e performance circulam no mesmo fluxo, aproximando a engenharia de um grande grupo coreano da dinâmica descentralizada de uma equipe de criadores digitais.
Essa transição reflete uma mudança estrutural: esta é a primeira geração que aprendeu a consumir criando.
O processo como produto: Na era da creator economy, o público não quer apenas o resultado polido; acompanhar as demos, os erros, as referências e os bastidores virou entretenimento por si só;
Identidade fragmentada: Crescer entre o TikTok, o YouTube e arquivos digitais infinitos permitiu que hip-hop, anime, streetwear e diferentes vertentes musicais coexistissem sem barreiras, inaugurando uma era de experimentação contínua onde as fronteiras estéticas se dissolvem;
Da audiência para a produção: A Geração Z deixou de ocupar apenas o papel de espectadora. Ao assumirem funções como artistas, diretores, estilistas e estrategistas, os jovens levam para a produção cultural as lógicas nativas do ambiente digital: o remix, a colaboração e a circulação acelerada de referências.
O impacto estratégico para as marcas
Para o marketing geracional, essa evolução é um divisor de águas. Tratar a Geração Z exclusivamente como audiência passiva é um erro estratégico. Estamos diante de um público acostumado a editar, remixar e cocriar significados coletivamente. As marcas que desejam relevância precisam abandonar a postura de emissoras unilaterais para abrir espaço a processos colaborativos, repertórios híbridos e linguagens nativas que respeitem o desejo do consumidor de participar ativamente da construção cultural.
sobre a HAPU
a HAPU é uma agência de comunicação full-service especializada em geração z, público jovem e novas gerações. através da nossa metodologia Z2Z, transformamos comportamento, cultura e inteligência geracional em estratégia para marcas que querem construir relevância com os novos consumidores.
atuamos com branding, conteúdo e social media, marketing de influência, relações públicas, live marketing e brand experience, além de consultoria e inteligência cultural.
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